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Ligada em moda e na economia, do supérfluo ao essencial, eu gosto daquilo que brilha e daquilo que me inspira.

A Estrangeira



Centro de Stavanger

A estrangeira na Noruega. Este é meu sexto dia em Stavanger, quarta maior cidade do país e também um dos menores indíces de desemprego da Europa. Stavanger é uma cidade linda, organizada e até podemos considerar movimentada, mas nada se comparada com grandes cidades cosmopolitas ao redor do mundo, como Oslo, Londres, NYC, São Paulo e minha querida Porto Alegre...


O setor maritmo e de extração de petróleo é considerado um dos mais importantes na região. Os lindos fjordes  também geram renda, pois atraem turistas de todos os lugares do mundo.

Acho que é compreensível para você leitor que ser estrangeira tem suas barreiras em todos os locais do globo, e aqui não é diferente. Stavanger é uma cidade universitária, e considerada internacional, mas percebo que nos últimos anos a situação aqui tem mudado e a recepção a quem é de fora já não é mais tão receptiva.

Eles não chegam a ser ríspidos ou grosseiros, como se dizia a alguns anos atrás sobre os franceses, eles são educados e cordiais, mas não confiam nos estrangeiros como costumavam confiar. A verdade é que já é possível notar aqui, um mix de culturas. Aqueles nórdicos loirissimos, de olhos azuis, tem se missigenado e aqui já podemos encontrar muitos morenos, negros e orientais.

Após o massacre que ocorreu em Oslo a dor assolou a Noruega. Apesar do repudio notório da população, as ações do ultradireitista norueguês Anders Behring Breivik, acredito eu, terem trazido certas mudanças à nação norueguesa.

Acredito que a exposição dele, fez muitos noruegueses começarem a pensar no assunto, não que concordem com ele, longe disto, mas passaram a pensar no assunto, que antes para eles era indiferente. Quero dizer, para eles, o fato de você ser estrangeira ou não, não costumava importar. Mas hoje, parece ser algo capaz de te apartar do acesso a muitas coisas. 

A crise econômica, apesar de não ser tão extrema aqui, também podem estar gerando efeitos nocivos as relações sociais. Vejo a crescente preocupação deles com o valor do dinheiro e com o fato de que tudo aqui esta caro. Nosso custo de vida no Brasil, com educação, carro e bem estar é provavelmente bem alto para eles. Ainda mais se formos comparar nossos salários com os deles.

Ser estrangeira não me incomoda, para dizer a verdade sempre fui uma. Até mesmo no Brasil, vivendo em diferentes estados, ou viajando em férias para outros países. Ser estrangeira não é um problema, desde que você seja respeitada, integrada e aceita pela comunidade.

Posso dizer que apesar da mudança dos noruegueses em relação a isso, nós brasileiros ainda temos muito o que aprender com eles, mas também já vejo coisas que eles podem aprender conosco. 

Não consigo me imaginar sendo feliz, fazendo outra coisa, se não aprendendo sobre outro lugar, lutando por meu espaço e de alguma forma, trazendo mudanças e informação as pessoas que me acompanham. 

Pulpit Rock - Fjordes - Stavanger








New in Town


Nos primeiros dias em um outro país, de hábitos completamente diferentes do seu país de origem, é possível se sentir uma criança novamente, aprendendo uma nova lingua, uma nova cultura. 

Para aqueles que sabem apreciar o novo e as novas descobertas é uma sensação excitante, empolgante, como se não houvessem limites para o aprendizado, e sei que realmente não há, mas são em situações como estas que nos defrontamos com esta realidade.

A melhor parte de estar na Noruega é sentir-se parte disto e não alguém de fora. A melhor parte é viver, comer, andar e conviver com eles. A Noruega é um destes países surpreendentes, e eu não ousaria comparar com nenhum outro.

Talvez eu possa dizer que a lingua norueguesa e muita parecida com a sueca, mas é somente a isso que eu me limitaria. Os noruegueses são autênticos por natureza e eu amo isso neles. A maneira como acolhem e cuidam daqueles que amam, a forma como valorizam as culturas locais e seu passado, e também o respeito que tem pelo resto do mundo.

Adoro o fato deles se sentirem auto suficientes, mesmo que importem quase todos os produtos que consomem. A simplicidade aqui é conciliada com o conforto. Para ter conforto, não se perde a simplicidade. Pequenos gestos despertam sorrisos e eles adoram abraços.

Um exemplo da simplicidade eu tive este final de semana. A família se reuniu no ultimos sábado para uma refeiçao especial. Sabem qual foi o prato principal? Arroz de leite! Para nós uma simples sobremesa, para eles uma refeiçao saborosissima!!! 

E não se limita somente a isso. A Noruega é sim um país caro e por isso eles dão muito a valor ao dinheiro que tem. Não vejo o consumismo exasperado aqui, posso dizer que é bem difícil ser assim e eles dizem ser vergonha alguma de admitir o que é caro e o que não é. Você precisa ser rico neste país para gastar com compras,  mas não precisa ser rico para ter uma casa confortavel, um carro bom, roupas de qualidade e comida saudável. 



 
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