Eu estava pensando, como começar a escrever sobre um lugar que eu penso, sinceramente, que talvez eu nunca vá conseguir descrever. Estes foram os primeiros lampejos de idéias que surgiam em minha mente agitada. Mas a idéia que se fixou enfim é a de que o mundo, ou que sejam aqueles que me acompanham, tem o direito de conhecer este lugar incrível.
Para não me perder, vamos começando pelo início. Para chegar a Preikestolen, saindo de Stavanger, pegamos o ferry boat que leva cerca de 20 minutos para chegar a Tou, onde dirigimos por mais 30 minutos até chegar na área onde podemos fazer a trilha em direção a Pulpit Rock. O percurso é belissimo, ideal para se fazer em um dia de sol. Aliás, não recomendaria a ninguém fazer a trilha à Preikestole em um dia de chuva, pode ser bem perigoso.
A caminhada até o topo da pedra é árduo, cansativo, mas contemplativo. Você se sente um desbravador naquele lugar, pois parece que nunca ninguém passou por ali. É tudo intocado, rústico, exatamente como a natureza criou. Esta é a beleza e o encanto do lugar. Você vive ali naquele lugar a suntuosidade e magnificência da mãe natureza.
Eu sempre achei que eu tivesse medo de altura e acreditava nisto. Até chegar lá no topo e me sentir tão confortável, estando a mais de 600 metros de altura em relação a terra. Lá de cima da Preikestole você tem a melhor vista do famoso Lysefjord, um presente da natureza, inigualável.
A energia do lugar eu não sei como classifcar, é definitivamente estranha, divergente! Ao mesmo tempo que é maravilhoso é meio bizarro. O local é conhecido por ser procurado por algumas pessoas para cometer suicídio. Anualmente acontecem inúmeros casos bizarros, com pessoas de todas as idades.
Realmente da para sentir uma energia, mas não poderia dizer que é negativa. Posso dizer que foi revigorante estar lá, me senti feliz e especial, privilegiado por poder ver uma grandiosidade da natureza. Mesmo estando lá, enquanto faziamos nosso lanche, eu olhava para aquela paisagem e tudo me parecia uma fotografia, uma revista aberta em frente aos meus olhos. Mas de fato não era uma fotografia e sim a natureza real e bruta na sua mais linda forma.
