A Indústria Cultural para Adorno


Theodor Adorno, filósofo e sociólogo alemão, é leitura essencial na graduação nas áreas de formação das Ciências Sociais e Humanas. Durante a minha graduação, o estudo sobre o termo Indústria Cultural foi tema recorrente, e permanece sendo. Adorno junto com Horkeheimer é considerado um dos críticos mais ácidos dos modernos meios de comunicação de massa e é inegável a sua importância na formação do conhecimento.

No livro A Indústria Cultural e a Sociedade, Theodor Adorno desenvolve um discurso crítico em relação a sociedade pós-moderna, que segundo o autor, é consumida e deturpada gradativamente pela indústria da cultura. No estudo, o teórico intensifica a crítica a ideia mercadológica agregada aos costumes e tendencias da contemporaneidade, e evidencia uma visão pessimista a cerca das relações.

No discurso, a hierarquização e rotulação de modelos “politicamente corretos” surge para realizar o controle efetivo dos dominados. Nesse contexto é feita uma alusão a importância de se estar em conformidade com as tendências para manter-se inserido na sociedade.
Na análise, a industria cultural absolutiza a imitação e as produções em série que podem ser melhor administradas. As proposições atuantes no mercado, neste caso, impedem a formação de indivíduos autônomos, capazes de julgar e de decidir conscientemente com isenção de conceitos préviamente formulados.

É exposto também, a derrocata dos valores humanos, deixados de lado em prol do  apego ao interesse econômico. Neste posicionamento as leis de mercado passam a reger a sociedade, como regras de conduta essencias para sobrevivência da humanidade.

Para Adorno, a Industria Cultural está inserida na rotina das pessoas e convive diariamente massificando. Na percepção de que a tirania deixa livre o corpo e investe sobre a alma, entende-se que o homem pode acreditar ser livre para fazer o que quiser, mas se nao se adaptar será massacrado pela exclusão economica e social. A intenção do autor é apontar que não há real liberdade se você está o tempo todo mantido sob um regimento ou orientação. Vive-se sob a égide do consumo, traspor a idéia é dificil.

De acordo com o estudo, as massas engandas, de hoje, são mais submissas ao mito do sucesso do que os próprios afortunados. O homem quando excluído da industria é facilmente convencido de sua ineficiência e se torna mais suscetível aos conflitos externos e internos, pela falta de referências.

Os elementos inconciliáveis da cultura, arte e divertimento, são reduzidos a um falso denominador comum que sugerem identificação em um contexto de descontrução. A sobrevivência do merccado se da em intensificar tendências em prol do capitalismo. Para se sentir engajado, o indivíduo se adapta a identidade aceitável, em uma  condição em que a identidade costura o sujeito a estrutura.

Para Adorno, o homem não passa de mero instrumento de trabalho e de consumo, ou seja, objeto. O homem é tão bem manipulado e ideologizado que até mesmo o seu lazer se torna uma extensão do trabalho. Nessa sistemática, beneficiada pelo ato de instigar necessidades, o homem convive com a sensação de insatisfação. As “coisas”, sonhos de consumo, efêmeras e solúveis são facilmente superadas por outro desejo idolatrado pelo mercado.

O questionamento continuo a cerca destes valores é essencial. A compreensão exige uma intensa reflexão e questionamento a respeito da maneira como muitas vezes, sem resistir, absorvemos conceitos externos e abdicamos de características inerentes a cada um.




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